28 de nov. de 2008
Passai o Portal!
A mesma Corda...
É a mesma coisa, desde muito, esta tal de corda!
Só cambiando as instâncias e os aprendizados,
as testemunhas, os cúmplices e a finíssima borda
com que se separam, como em capítulos, slides...
se juntarmos TODOS, lado a lado: eis-nos paralisados!
Vejo, pelos pulsos, atados, sem rostos, os filhos e netos órfãos da aids!
Unidos, reunidos com que aleatoriedade por esta tal de corda?
Fios dos destinos, teoria dos conjuntos, a perfilar condenados...
Cores, idades, nomes, sotaques, caráteres, vestes, talentos, porta
única, só a que entraram... Todos também possuem, desolados
Pensamentos em outras tais e quais linhames: corda é brinquedo?
De subir em árvores, escalar alturas nobres, descermos escondidos
mãos ardendo, vermelhas, cheirando esforço, desafios e folguetos!
De pular em 1, 2, 3 até 15, rindo, suados, vermelhos, os pés fugidos
da eliminação, da saída, continuando, derradeiro, foi sem medo!
A mesma função, outro jogo, cabo de guerra, duas belas tribos
pés pregados ao chão, tornozelos torcidos, quadris tão colados
todos dando o melhor de si, unidos por uma corda e gritos!
ninguém quer perder, sair, ser visto de cima, ridicularizados
Em tudo acima, nossos olhos pousam em alguém, um troféu?
Será nossa "corda" ideal para alcançar outras travessuras?
pois, rápido entendemos razão da competição: provar o mel!
aí é que temos as primeiras feridas, as dores, tristes fissuras...
Mais uma corda conhecemos, arquivamos no bibliocordários...
É a corda da auto-punição, dos castigos e penas auto-impostas
ficamos numa gaiola, vendo um mundo, só, lá fora sol: sou canário!
Canto de meu poleirinho, afio bico na corda: rei deposto...
Faço ainda de tantas cordas, um comprido e profundo ninho
mas se entro, nada mexo, preso fico, atado, de pé sou múmia!
Bom mesmo isto é no frio, aí a prisão tornar-se abrigo, castelo fino
Torna-se torre, dourada, rangendo se me coço, de cima sou cume!
Até aqui evitei lembrar outras cordas, da ponte entre dois mundos
suspensas por tuas e minhas afinidades, de início tão comuns, pias!
Vindo com o tempo o fim, o assombro já sem validade, agora frias...
A vida como escada rolante, içando tantas Terezas e mil Raimundos
Enfim, são cordas também alavancas potentes, poderosas correntes
Vejo como nosso sangue, correndo por desfiladeiros internos, vão
visitando rincões, distribuindo dons, desfazendo nós: as sementes
brotando como conduta real, de que nossa vida é só rápida ilusão!
Reconheço agora o principal: sermos menos monumentos, o meio!
De se liberar, não as necessidades da matéria, mas a imortal.
Só assim, cai diante de nós a última, derradeira corda, do esteio
de todas as vidas reunidas num só colar, ei-lo! Passai o portal!
D E S P E D I D A

(ps: este Nu não o da praia, mas de um desfile, em moradia estudantil, na Bahia, ao seu ex-marido...)
Diante do mar liquidamente nu

Esparramada pela areia, só coberta pelos cabelos
Somente a areia, as espumas e o brilho do sol como testemunha
Pedaços harmonizados de membros, peles, cores, sal e odores
Incendeiam, como um vinho de ilha grega, face do privilegiado artista
De agora para sempre, tela de nanquim colorida na retina impregnada
Acomete um tremor: momento lunar, desejo estelar, abrigo solar!
Diante do mar liquidamente nu
Esparramada pela areia,
só coberta pelos cabelos
Somente a areia, as espumas e
o brilho do sol como destemunha
Pedaços harmonizados de membros, peles,
cores, sal e odores
Incendeiam, como um vinho de ilha grega,
face do privilegiado artista
De agora para sempre,
tela de nanquim colorida na retina impregnada
Acomete um tremor: momento lunar, desejo estelar, abrigo solar!
cores, sal e odores
Incendeiam, como um vinho de ilha grega,
face do privilegiado artista
De agora para sempre,
tela de nanquim colorida na retina impregnada
Acomete um tremor: momento lunar, desejo estelar, abrigo solar!
Tuas horas em que fias?
wiliam barros · São Paulo (SP) · 18/11/2008 13:59 · 4 ·
poesia:como uma Ikebana, efêmera, para poucos olhos, sem completa tradução...
Vai tecelão do nada, tecendo vãs palavras
desperdiçando tuas horas, tão gratuitas
acreditando merecer o animus de cada hora
Vai tecelão do Nada, acumulando lixo
como quem coleciona preciosidades
enchendo o éter de suas manias caras
Vai tecelão do NADA, criando filhos
bastardos e acéfalos, resistente ao tempo
gozando das idiossincrasias de todos
Fias que tece algo bom? Algo justo?
Fias que tuas crias são estéries, inofensivas?
Fias enfim que és tecelão?
Do que fias realmente ainda não desconfias
que tudo que deixa à luz requer vida
requer mais de seu criador que apenas horas
Do que fias verás após a sua morte, cercar-te
por todos os lados como cobradores:
"Somos tuas horas mais alegres, aquelas vãs
tecidas entre drogas e subterfúgios,
somos tuas negações da tua própria vida
aquela que não viveu, apenas escreveu!"
minha brevíssima passagem pelo Overmundo...

Sempre preferi após ler poesia, responder com poesia!
Foi o que fiz, aqui, para cada poema lidos em alguns perfis, deixei uma poesia ali...
São diálogos, talvez melhores que elogios, que críticas ou adjetivações bratas.
espero que gostem, se conseguirem ler até o final...
wfb
Banco de cultura · Labirinto 21/11/2008 10:56 · 212 votos · 64 comentários
Um pulsarcontextos imagensTurbilhõesversos visuaisDe significantese significados(Iva Tai)
Banco de cultura ·
Este texto foi selecionado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores para a Antologia "Sensualidade em Prosa e Verso - 2008".http://www.camarabrasileira.com/sens08-016.htm
Banco de cultura · Juazeiro na esteira do Tempo 27/11/2008 18:05 · 96 votos · 3 comentários
Uma viagem pelas mudanças e permanências da paisagem urbana de Juazeiro, ao som da música "Frevolô", dos Matingueiros.
Uma viagem pelas mudanças e permanências da paisagem urbana de Juazeiro, ao som da música "Frevolô", dos Matingueiros.
Banco de cultura · Borboletas, Aranhas e Joaninhas. 13/9/2008 22:34 · 112 votos · 10 comentários
Acho que conheço a alma das borboletas e acho que elas sabem disso, já percebi, sempre há uma me observando...
Acho que conheço a alma das borboletas e acho que elas sabem disso, já percebi, sempre há uma me observando...
Banco de cultura · O DESGOVERNO DA CASA DAS ROSAS 26/11/2008 23:50 · 117 votos · 9 comentários
Recente episódio com artista plástico baiano motiva o texto acima, mas a direção doSr. Frederico Barbosa é venal e inoperante, até criminosa. Recentemente usou esse espaço para sua propaganda eleitoral para vereador, alémm de tratar com desprezo artistas e intelectuais de modo geral. Na Casa das Rosas se encontra a rara biblioteca de Haroldo de Campos.
Recente episódio com artista plástico baiano motiva o texto acima, mas a direção doSr. Frederico Barbosa é venal e inoperante, até criminosa. Recentemente usou esse espaço para sua propaganda eleitoral para vereador, alémm de tratar com desprezo artistas e intelectuais de modo geral. Na Casa das Rosas se encontra a rara biblioteca de Haroldo de Campos.
Overblog · Celular, o aparelho que mudou a vida da sociedade 10/4/2007 06:49 · 118 votos · 16 comentários
A maranhense Antônia Cícera, 22 anos, mora em Rio Branco há cinco anos. Trabalha como vendedora numa pequena loja próxima ao Terminal Urbano de Rio Branco. Desde que chegou ao Acre, ela acalentava um sonho: comprar um aparelho de telefone celular.O telefone celular sonhado por ela, não era um qualquer. Tinha que ter câmera fotográfica. Mas, como recebe mensalmente um salário...
A maranhense Antônia Cícera, 22 anos, mora em Rio Branco há cinco anos. Trabalha como vendedora numa pequena loja próxima ao Terminal Urbano de Rio Branco. Desde que chegou ao Acre, ela acalentava um sonho: comprar um aparelho de telefone celular.O telefone celular sonhado por ela, não era um qualquer. Tinha que ter câmera fotográfica. Mas, como recebe mensalmente um salário...
Banco de cultura · Acordou mas não reagiu 26/11/2008 17:49 · 124 votos · 36 comentários
Um texto rabiscado a muito tempo, mas hoje, após tanta leitura overmanica pensei ... tudo é válido, toda forma de pensamento que leve o ser humano a refletir sobre o que faz, o que fez ou até o que não fez ... se construimos, destruimos, se não nos importamos, se pagamos a conta ou simplesmente culpamos para não sermos culpados...Lembrando que o IBGE informa - em torno de 38...
Um texto rabiscado a muito tempo, mas hoje, após tanta leitura overmanica pensei ... tudo é válido, toda forma de pensamento que leve o ser humano a refletir sobre o que faz, o que fez ou até o que não fez ... se construimos, destruimos, se não nos importamos, se pagamos a conta ou simplesmente culpamos para não sermos culpados...Lembrando que o IBGE informa - em torno de 38...
Banco de cultura · Sei tão pouco sobre o Mar 18/9/2008 15:59 · 245 votos · 42 comentários
Sei tão pouco sobre o mar, fui desejar a manhãzinha, sereinhaE atrás de um canto roucoUm amante, um libélolo, fui louco
Sei tão pouco sobre o mar, fui desejar a manhãzinha, sereinhaE atrás de um canto roucoUm amante, um libélolo, fui louco
Banco de cultura · A VOZ DO VENTO 28/11/2008 13:23 · 115 votos · 36 comentários
O Vento também canta!
O Vento também canta!
Banco de cultura · Para Dolores Duran 19/11/2008 00:31 · 94 votos · 10 comentários
Apenas uma homenagem...
Apenas uma homenagem...
Banco de cultura · Do rap ao repente 25/11/2008 22:32 · 101 votos · 13 comentários
colaborações localizadas 1 a 20 de 45
colaborações localizadas 1 a 20 de 45
Overblog · FLIFLORESTA - CARTA DA FLORESTA 22/11/2008 16:14 · 460 votos · 89 comentários
CARTA DA FLORESTA Os Escritores e demais participantes do Festival Internacional da Floresta- FLIFLORESTA, reunidos em Manaus, capital do Amazonas, de 17 a 22 de novembro de 2.008, elaboraram esta CARTA DA FLORESTA, que expressa sentimentos, preocupações e compromissos em relação ao presente a ao futuro da Amazônia e das suas populações.A Amazônia pela sua complexidade...
Overblog · Incêndio na Chapada: a “culpa” é de que Quem? 25/11/2008 09:35 · 269 votos · 29 comentários
Acompanhamos apreensivos os incêndios que consomem a Chapada Diamantina desde o mês de agosto. Dói ver o fogo destruir tudo aquilo. Aquele é um lugar especial, magnífico, a impressão que salta aos olhos é que a natureza esculpiu com capricho cada detalhe, sons, formas, aromas, cores... Ao estar na Chapada, tudo é encantamento, o silêncio quebrado repentinamente pelo vôo de uma...
Acompanhamos apreensivos os incêndios que consomem a Chapada Diamantina desde o mês de agosto. Dói ver o fogo destruir tudo aquilo. Aquele é um lugar especial, magnífico, a impressão que salta aos olhos é que a natureza esculpiu com capricho cada detalhe, sons, formas, aromas, cores... Ao estar na Chapada, tudo é encantamento, o silêncio quebrado repentinamente pelo vôo de uma...
Overblog · O dia em que o mundo virou a esquina 25/11/2008 10:09 · 117 votos · 7 comentários
Adoro bandas polêmicas e essa é uma das minhas preferidas: Legião Urbana. Neste disco que mudou provavelmente muitas cabeças adolescentes da época (inclusive a minha) com questões existencialistas e profundas que, ainda que fossem questões pessoais do Renato, eram também parte da maioria dos que ouviam e se apaixonaram pela sua poesia.Era o início de uma época de ouro no rock...
Adoro bandas polêmicas e essa é uma das minhas preferidas: Legião Urbana. Neste disco que mudou provavelmente muitas cabeças adolescentes da época (inclusive a minha) com questões existencialistas e profundas que, ainda que fossem questões pessoais do Renato, eram também parte da maioria dos que ouviam e se apaixonaram pela sua poesia.Era o início de uma época de ouro no rock...
Overblog · Internet na infância 22/11/2008 15:52 · 314 votos · 49 comentários
Já é comum ver crianças em pré-escolas brasileiras, inclusive públicas, experimentando um pouco do mundo fantástico na internet. A partir dos quatro anos de idade, elas já estão aptas a explorar sites de entretenimento infantis e fantasiar em voz alta brincadeiras e imaginações, antes proferidas para bonecos, brinquedos e brincadeiras. Para Gilka Girardello, professora e doutora...
Já é comum ver crianças em pré-escolas brasileiras, inclusive públicas, experimentando um pouco do mundo fantástico na internet. A partir dos quatro anos de idade, elas já estão aptas a explorar sites de entretenimento infantis e fantasiar em voz alta brincadeiras e imaginações, antes proferidas para bonecos, brinquedos e brincadeiras. Para Gilka Girardello, professora e doutora...
Banco de cultura · nonsense 13/8/2008 16:05 · 280 votos · 61 comentários
acho que a vida requer algumas verdadesse bem que algumas delas sejam um completo nonsense!
acho que a vida requer algumas verdadesse bem que algumas delas sejam um completo nonsense!
Banco de cultura · Trabalho se amanhã 5/5/2008 07:42 · 97 votos · 10 comentários
O dia-a-dia que somos amordaçados, jogados e determinados (...) Viver dentro de uma metrópole sob a perspectiva da vida mundana na concorrência do mundo que nos consome sob todos os pontos de vida capitalista.Obs: Obra vencedora do prêmio 'Poesia pratica de escrita' da Universidade Cruzeiro do Sul em São Paulo, no ano de 2006.O projeto Poesia Prática de Escrita reune ex-alunos,...
O dia-a-dia que somos amordaçados, jogados e determinados (...) Viver dentro de uma metrópole sob a perspectiva da vida mundana na concorrência do mundo que nos consome sob todos os pontos de vida capitalista.Obs: Obra vencedora do prêmio 'Poesia pratica de escrita' da Universidade Cruzeiro do Sul em São Paulo, no ano de 2006.O projeto Poesia Prática de Escrita reune ex-alunos,...
Banco de cultura · O instante 1/5/2008 20:32 · 108 votos · 11 comentários
Entre o instante e o depois do instante - Um 'deja vu'
Entre o instante e o depois do instante - Um 'deja vu'
Banco de cultura · O tempo 5/9/2008 01:25 · 89 votos · 13 comentários
Da série - pensamentos soltos juntos organizam pensamentos livres
Da série - pensamentos soltos juntos organizam pensamentos livres
Banco de cultura · Roupa Suja 27/9/2008 14:38 · 114 votos · 16 comentários
Dias intensos, estressantes, atordoados, alucinados (...) São Paulo é decerto um mundo intruso. Quando as tarefas do dia-a-dia nos despertam sentimentos e causas aversas a tranquilidade do recinto, onde apenas uma linda 'paisagem', anexa ao desejo intenso caberá um novo dia.
Dias intensos, estressantes, atordoados, alucinados (...) São Paulo é decerto um mundo intruso. Quando as tarefas do dia-a-dia nos despertam sentimentos e causas aversas a tranquilidade do recinto, onde apenas uma linda 'paisagem', anexa ao desejo intenso caberá um novo dia.
Banco de cultura · Confesso que vivi o único domingo que lembro 16/11/2008 22:39 · 271 votos · 114 comentários
Um poema pra lá de ficcional onde me imaginei num baco-festim literário entre alguns dos monstros sagrados da literatura brasileira e universal, sobretudo no gênero da poesia. Dentre os quais; Maiakovisk, Augusto do Anjos, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Florbela Espanca, pablo Neruda, Drumond, além de Tobias Barreto, Machado, Virgínia Wolf, Patativa do Assaré, José Alcides...
Um poema pra lá de ficcional onde me imaginei num baco-festim literário entre alguns dos monstros sagrados da literatura brasileira e universal, sobretudo no gênero da poesia. Dentre os quais; Maiakovisk, Augusto do Anjos, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Florbela Espanca, pablo Neruda, Drumond, além de Tobias Barreto, Machado, Virgínia Wolf, Patativa do Assaré, José Alcides...
Banco de cultura · A vista de teu olhar 14/11/2008 19:56 · 95 votos · 11 comentários
É o olhar terno e até comum.Num encontro de coração alma e paixão.Nas mensagens que transmite.No grito de desespero pela ausência.Da paz entre os povos que almejas..
É o olhar terno e até comum.Num encontro de coração alma e paixão.Nas mensagens que transmite.No grito de desespero pela ausência.Da paz entre os povos que almejas..
Banco de cultura · FELIZES?! 12/11/2008 22:27 · 302 votos · 74 comentários
Este poema foi feito há tempos, em uma das minhas inúmeras crises conjugais. E quem não as teve?
Agenda · Vale do Café - Passeio pelas Fazendas Históricas - 15 de novembro de 2008 8/11/2008 15:43 · 353 votos · 93 comentários
Roteiro - ida e volta no mesmo diaManhã: Visita guiada com almoço na Fazenda Mulungú Vermelho Tarde: Visita guiada e lanche e pequeno sarau de piano na Fazenda Cachoeira GrandeHoráriosSaída: 8h, regresso: 21hLocal de embarque: Copacabana - Rio de JaneiroFazenda Mulungú VermelhoA cerca de 14km do Centro de Vassouras, a Fazenda Mulungú Vermelho nos acolherá para...
Este poema foi feito há tempos, em uma das minhas inúmeras crises conjugais. E quem não as teve?
Agenda · Vale do Café - Passeio pelas Fazendas Históricas - 15 de novembro de 2008 8/11/2008 15:43 · 353 votos · 93 comentários
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Banco de cultura · LAGOA DOURADA 16/11/2008 19:08 · 316 votos · 72 comentários
Este é um poema leve, sem rima e sem métrica.Métrica não é o meu forte. Lagoa Dourada- complexo turístico do Parque EstadualVila Velha -Ponta Grossa - Paraná
Este é um poema leve, sem rima e sem métrica.Métrica não é o meu forte. Lagoa Dourada- complexo turístico do Parque EstadualVila Velha -Ponta Grossa - Paraná
Banco de cultura · Claudia em óleo s/ tela 6/11/2008 14:33 · 98 votos · 9 comentários
Claudia em óleo s/ tela, é um quadro pintado por Lázaro Prudêncio no auge da nossa paixão, no ano de 1998. O poema Claudia em óleo s/ tela é livre...
Claudia em óleo s/ tela, é um quadro pintado por Lázaro Prudêncio no auge da nossa paixão, no ano de 1998. O poema Claudia em óleo s/ tela é livre...
"é... tá complicado..."

Cada dia mais complicado
se entregar, sem ser desprezado
Cada dia mais e mais complicado
Cada dia mais e mais complicado
sentir único, dela, mas ser postergado
Mais horas, menos horas, ver revelado
que nada é simples, somos, de súbito, enquadrados
Nas nossas próprias rasas visões, olhar dopado!
Nas nossas próprias rasas visões, olhar dopado!
São nossos erros de decisões: únicos culpados!
Tal criança que se embaraça, nos próprios fios: desajeitado!
E ainda ficamos gritando: ajude-me! estou em ti, enredado!??
é... é muito, mas muito complicado, acreditar possuir alguém
é... é muito, mas muito complicado, acreditar possuir alguém
mesmo que por poucos dias, curtos, preso a deliciosos bocados...
Então vamos fingir? Brincar de faz-de-conta, irmos à Belém
longe dos que nos atrapalham, perseguem, querem tudo acabado?
Mas, só agora enxerguei... Você já entrou na minha disfarçada...
Mas, só agora enxerguei... Você já entrou na minha disfarçada...
Fantasia colorida, de papel, brilhante, mas tão frágil, era refém!
Da competição natural de quem coleciona troféus, prendas, fados!
De quem gosta de fazer filas, de calcinhas e lágrimas proscritas?
De quem gosta de fazer filas, de calcinhas e lágrimas proscritas?
Acordei! Saí da selva, da ironia e do olhar teu: não sou magoado!
Não fingirei culpas e desagravos, tuas ambições aos prazeres falsos
Não fingirei culpas e desagravos, tuas ambições aos prazeres falsos
são teus próprios lastros, em não submergir à tona, como libertado
"Acorda Juazeiro!"

Quando a conheci, em 79, deslumbrei-me com tua áurea!
Ladeada por este rio CHEIO, transbordante de promessas
Mal cheguei, e mesmo cansado fui conhecê-la, de bicicleta,
a pé, sob carrocerias de c10 e 14, enfim, o que desse, ver tudo!
Lembro-me de um tal matadouro afastado, curtume,couros ao chão
no caminho que nos levava a Cajueiros: e que delícia e doce visão!
Trepar nestas árvores centenárias, sem frutos, de sombras calmas
sentia-se o silêncio que teu sol impunha, arder no espinhaço, nuca
braços e coxas, mesmo à proteção desta bendita e tão rara árvore
Mais ali, em direção às lages um umbuzeiro e teu irmão Juazeiro
Sem avisos, na pressa, espetastes meus dedos de paulista, tabaréu
ao querer subir-te como no fruteiro anterior, riram de mim, claro
E meu sangue, pouco, poluto, te nutriu num átimo, evaporando
tão imediatamente, e logo estancado, só a dor, latejava sempre
Já na primeira noite, Juazeiro, conheci-te como duro contraste:
em calor de 40º à noite, madrugada, todas as janelas e portas
escancaradas, sob mosquiteiro seco e árido, uma prisão abençoada
Até hoje me intriga: como teus mosquitos vazaram esta muralha?
Pinicando-me tanto e bem, que acordado, ao espelho jurava ser:
CATAPORA, RUBÉOLA OU CÓLERA? tinha, ignorante, sido batizado!
Dado meu sangue mestiço, refinado, à continuação de uma raça
de espécie de insetos, ainda não domesticados, no provir da prole
E as meninas de Juazeiro? Estas sim, safadinhas e indelicadas, não
E as meninas de Juazeiro? Estas sim, safadinhas e indelicadas, não
querem conversar não: "onde é que abre, benzinho?" Rubor e frio!
Mas, comparando-a a tua vizinha, difícil não estranhar porque não
te ornastes como a pernambucana, mais moderna, mais sadia: rica!
Que é que teus filhos fizestes a ti, para ser tão tacanha, tímida?
Para onde vão as fortunas de tuas terras, colheita de teus vinhos?
Não ficarão entre os teus? Acaso migram para outros paraísos frios?
Quem sabe um dia Juazeiro, serás menos recreio e quintal, para vir
a descobrir-se e reverlar-se, a mais bela árvore do paraíso agreste!
"Lençóis, sangue, beijos com champagne"

Sofri exatos 6 meses para achar nosso trono
artefato único, elegido para ser primeiro ninho
das nossas delícias primeiras, Eros, Patrono!
cada detalhe, custou, todo salário pequenino...
Aprendi tanto de colchão, fronhas e travesseiros!
exigi móvel novo, inédito, ainda sem nada de memória
algo que fosse barco, asas, areia, céu e mar por inteiro
para acolher este momento:Primícia! De nossa história.
Tudo pronto, surpresas em cada lugar, só você faltava
Disfarcei até nas minhas roupas, bem reles, modestas
pelas mãos conduzi, em silêncio, à cama que esperava
subimos os degraus, como um altar ornado em festa
despi-a, vagarosa e sagradamente, que luz exasperava!
Que dia tão sublime: salivas, sémen, suores nas testas...
27 de nov. de 2008
Apenas NÃO ME PRENDA!

Se acaso meus gestos te encantarem
assim como uma estória, mesmo, boa!
E aquela vontade de ficar mais tempo
E aquela vontade de ficar mais tempo
conversando, rindo, recordando
cruzando e casando semelhanças
comparando detalhes, coincidências!
Televisão desligada, som alternando
Televisão desligada, som alternando
as horas, céleres, porque vivas
ali um refrão, aqui um suspiro
mas por favor, prometa: Não me prenda!
Aos teus sonhos e planos, aos teus retratos
de álbum, fechados, escondidos da luz
nem me compare aos anteriores, hoje amigos
confidentes, elos das vertigens e insônias...
Só precisamos disto: Não me prenda!
Só precisamos disto: Não me prenda!
E tudo brotará, como uma erva, terna
resistente, discreta, no cimento, parede,
muro. quina, enfim: surpeendente!
"Quanto de você neste sal..."

Chorando, com a chuva, no quarto, com nossa música
no mesmo cenário, de menos de 100 horas, suávamos
O mesmo gosto, de seu suor no meu corpo, carnaval!
Da fome e sede que não se aplaca, saudade pública!
Nossas roupas, sob a cadeira, que união observávamos
a combinação das cores, dos tecidos, comunhão de tribos
Aos poucos esfriando foram estes originais e quentes panos
Só aos meus olhos, toda esta beleza, permancece? Não quer calar?
que faço agora desta dependência química de seu insaciável sal?
Me contento, gota a gota, homeopaticamente, nestes estribos?
Ou irrompo pelas tuas trilhas, rasgo tuas roupas: instauro o insano?
Confesso, esquecerei estas lágrimas, mas não o sabor do teu mal...
Confesso, esquecerei estas lágrimas, mas não o sabor do teu mal...
Como uma vela, desejo-te consumir aos poucos, resto: sem recibos
ainda no chuveiro, vários banhos, nada deste sal findar, beijávamos
Ajoelho-me, não usas, nem reboca-me com teu cal: súplicas!
Ajoelho-me, não usas, nem reboca-me com teu cal: súplicas!
Só há uma solução: Vens logo, vens correndo, suado me inundar!
Pelo nome, pelo vento

Pronunciar o NOME
É invocá-lo!
Invocar é dar vida!
Dar vida é tornar-se
parte criador, parte criatura
Após o FIAT,
O ADMIRADO SILÊNCIO,
UM SUSPIRO
anelo, pneuma, pulsão
ficamos refém do olhar
seguindo o que agora não é nós,
só parte que partindo vai...
E mesmo longe,
só nos resta este nome
como uma coleira
que só de pensar
tensiono, trago-o então
perto, próximo, tal brisa
que quanto mais desejo
mais torna-se vento...
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