4 de dez. de 2008

"Quem é mais culpado: Consumistas ou Financistas ?"



Quem financiou o Katrina? Quem apenas não estava lá?
quando as marés, os tufões efeitos da onda real da globalização
tudo ceifando, liquidará o futuro, alterando gens e raízes...
Quem agora investe em Sta.Catarina?
Submergindo, desiludidos infelizes?
Indefesa, barriga verde, apodrece
sob lodo, lama, despojos, tal latrinas...
Quem finacia os desastres ecológicos?Desta ou aquela latitude, seus êxodos?
Não são apenas os grandes financistas...São muitos e cada consumidor!
Se esquecem que suas escolhas, quaisquer, têm repercussão!
Desde uma simples pilha, um eletrônico, até sabão...
fast food, novidades tecnos, cybercomunhão: ilógicos!
De comum a mesma insanidade, ilusão...
De que são os outros, os maiores, os algozes destas matizes
São tão domesticados, verdadeiros bípedes-gado!
Rápidos em se eximirem de erros, culpas, até pequeninas
como as de NÃO conseguirem, até hoje,
entenderem SÓCRATES! Que descalço, em túnica simples,
viveu seu tempo sem adesão aos frívolos hábitos da massa,
do DEMO, idólatra, vulgar pois, no que mais se detinha,
eram suas próprias lacunas internas, estas que nem o Estado,
nem os que o comandam como senhores do comércio,
valor, estima, apreço terão!
O jogo é simples: haverá mais Katrinas e Santa Catarinas!
Porque a ininterrupta fila de partos e de casamentos
são de muito maior procriação, do que a ínfima Luz da razão!
Portanto, o maior mal não são só financistas, mas principalmente os consumistas!

3 de dez. de 2008

"Nem tudo que vejo é de plástico..."


Há muito não encontro coisas raras como Pirilampos!
Vejo mais, em muitos à minha volta, silicone, plásticos...
Quando viajo, saio da minha zona cruel de "desconforto"
Viajo, dirijo, chego rapidinho noutras latitudes, campos
Só neles, só ou bem acompanhado, nada é cáustico.

é quando borboletas, flores e orvalhos são portos
para ancorarmos mansa, nossa nau dos árduos trampos
Assim, chupo no pé frutas originais, como poesia cara
percorro longas trilhas, montanhas, riachos sonoros
rápido vão-se as horas, boas, doces, ninguém pára
mas de tudo que vi, senti e degustei são meus poros
Onde passo a ver e receber o mundo tal é lá fora
não o humano sistema e cultura, mas outra Aurora!
Como se um sol agora já só pudesse ser todo azul
e minha pele, história, biografia só revela-me nu...

" A verdade, mesmo em soluços não escondas!"

Se lágrimas forem, vero, estopins de pura verdade
há que valorizá-las, como nas caatingas, toda água!
Se nelas, reza tradição, toda alma quer exprimir-se
há que observá-las, como um processo: tal gestação!
Pois, há em todas lágrimas, enredo, dança das vaidades
desencontros, desrespeitos, ato vil, formas esquálidas
alguém que expolia, rompe nexo, outro que nega ir-se
Pois, há ainda tanto prazer ainda à pele, frutos, profusão

Se forem mesmo elas cicatrizes, pior, após anos, suas varizes...
Pois mais pejadas serão lágrimas, feridas, de anos: comunhão?
São elas mapas, decifrados, na pele, a quem seguem, só, felizes
Pela senda, estradas, ora flores ou espinhos, seguimos então
Se um único e fiel juramento, na tristeza, alegria, suportando
gritos, ausência, incompeensões ou silêncio, e até murros
mesmo a garganta, cortada, apertada, desprezada secando
Não esconda tuas lágrimas! São verdades plenas em soluços!

2 de dez. de 2008

"Minha Lyra, partiu-se..."



Partiu-se, em pequeninos, incontáveis
pedaços, minha lyra, de tanto cantar
Foi-se, desfazendo-se em 1, 2 desafinos
até não mais acordes ser pronunciáveis


Partiu-se também a Sol, tanto dedilhar...
num dia frio, redundâncias, do que sinto
pelas melodias, nas ruas, ocultas ao andar
percebendo mais que o comum: Labirintos!


Partiu-se, as cordas, Lá e Si, indispensáveis
Agora jaz, seus virtuais acordes, tal dislexia
ainda e por isto prossigo, insisto mais o canto
como quem frente paralisia, obriga-se avançar


É Vital, pois a inspiração flue, nega apoplexias
são fisiológicas, regulares, jamais represáveis
apenas tornam o humos: palavras, algo santo!
diferente de outro excremento, reles, tão vulgar


Minha lyra, partiu-se, ainda irei remendar!