27 de nov. de 2008

Apenas NÃO ME PRENDA!























Se acaso meus gestos te encantarem


assim como uma estória, mesmo, boa!
E aquela vontade de ficar mais tempo


conversando, rindo, recordando


cruzando e casando semelhanças


comparando detalhes, coincidências!
Televisão desligada, som alternando


as horas, céleres, porque vivas


ali um refrão, aqui um suspiro


mas por favor, prometa: Não me prenda!



Aos teus sonhos e planos, aos teus retratos


de álbum, fechados, escondidos da luz


nem me compare aos anteriores, hoje amigos


confidentes, elos das vertigens e insônias...
Só precisamos disto: Não me prenda!




E tudo brotará, como uma erva, terna


resistente, discreta, no cimento, parede,


muro. quina, enfim: surpeendente!

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