14 de nov. de 2010

"ESCORREGANDO VÃO..."




"ESCORREGANDO VÃO..."


Escorregando vão todas as horas...
Seguem umas às outras, cadeadas bem
como se, tecidas, só destino às unissem
ou se o hábito, fosse único agora


As folhas de árvores e nuvens de chuvas
tais brevidades são quase infinitas canções,
cores reticentes, compassos: que estações!
Espreitam o homem, desde primevas uvas...


Entre os choros primeiros e últimos suspiros
cada homem é comum naquilo que esqueceu!
Com esforço retém só milésimos do que viveu,


pois este TUDO olvidado são como raros papiros
soterrados em si, tais tesouros, da Luz ocultos,
só reencontramos, enfim, após todos sepultos!




sp, 26/09/2010, 20h30, domingo de frio e chuva.