
Cada dia mais complicado
se entregar, sem ser desprezado
Cada dia mais e mais complicado
Cada dia mais e mais complicado
sentir único, dela, mas ser postergado
Mais horas, menos horas, ver revelado
que nada é simples, somos, de súbito, enquadrados
Nas nossas próprias rasas visões, olhar dopado!
Nas nossas próprias rasas visões, olhar dopado!
São nossos erros de decisões: únicos culpados!
Tal criança que se embaraça, nos próprios fios: desajeitado!
E ainda ficamos gritando: ajude-me! estou em ti, enredado!??
é... é muito, mas muito complicado, acreditar possuir alguém
é... é muito, mas muito complicado, acreditar possuir alguém
mesmo que por poucos dias, curtos, preso a deliciosos bocados...
Então vamos fingir? Brincar de faz-de-conta, irmos à Belém
longe dos que nos atrapalham, perseguem, querem tudo acabado?
Mas, só agora enxerguei... Você já entrou na minha disfarçada...
Mas, só agora enxerguei... Você já entrou na minha disfarçada...
Fantasia colorida, de papel, brilhante, mas tão frágil, era refém!
Da competição natural de quem coleciona troféus, prendas, fados!
De quem gosta de fazer filas, de calcinhas e lágrimas proscritas?
De quem gosta de fazer filas, de calcinhas e lágrimas proscritas?
Acordei! Saí da selva, da ironia e do olhar teu: não sou magoado!
Não fingirei culpas e desagravos, tuas ambições aos prazeres falsos
Não fingirei culpas e desagravos, tuas ambições aos prazeres falsos
são teus próprios lastros, em não submergir à tona, como libertado

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