5 de jan. de 2011
14 de nov. de 2010
"ESCORREGANDO VÃO..."

"ESCORREGANDO VÃO..."
Escorregando vão todas as horas...
Seguem umas às outras, cadeadas bem
como se, tecidas, só destino às unissem
ou se o hábito, fosse único agora
As folhas de árvores e nuvens de chuvas
tais brevidades são quase infinitas canções,
cores reticentes, compassos: que estações!
Espreitam o homem, desde primevas uvas...
Entre os choros primeiros e últimos suspiros
cada homem é comum naquilo que esqueceu!
Com esforço retém só milésimos do que viveu,
pois este TUDO olvidado são como raros papiros
soterrados em si, tais tesouros, da Luz ocultos,
só reencontramos, enfim, após todos sepultos!
sp, 26/09/2010, 20h30, domingo de frio e chuva.
18 de set. de 2009
BECAUSE...
"Diz-se que quem é feliz no amor, no jogo é infeliz... E de quem faz do amor um jogo o que é que se diz?"
Para Mariana
BECAUSE...
Á boca pequena se cochicha, que neste jogo somos todos: Aprendiz!
Se a cada aventura, tentativa, erro, insisto, repito no jogo: É pq quiz!
Se minha pele na dele, se esquenta, se eriça, palpita, perco juízo: Um Triz!
Minha saliva, revigorada, transmutada, fecundada na dele 1 sabor: Aniz!
Meus olhos, ambos, cegos a tudo, a todos, menos ao vê-lo, brilham:Feliz!
Sim, são corpos prisões, todos os sentidos, da liberdade carcereiros:Matriz!
Amanheço, outra e a mesma, jogando sempre, esquadrinhando: Bissetriz!
Porque neste Teorema hermético, só perdemos, nos desfazendo como Giz!
wiliam
Para Mariana
BECAUSE...
Á boca pequena se cochicha, que neste jogo somos todos: Aprendiz!
Se a cada aventura, tentativa, erro, insisto, repito no jogo: É pq quiz!
Se minha pele na dele, se esquenta, se eriça, palpita, perco juízo: Um Triz!
Minha saliva, revigorada, transmutada, fecundada na dele 1 sabor: Aniz!
Meus olhos, ambos, cegos a tudo, a todos, menos ao vê-lo, brilham:Feliz!
Sim, são corpos prisões, todos os sentidos, da liberdade carcereiros:Matriz!
Amanheço, outra e a mesma, jogando sempre, esquadrinhando: Bissetriz!
Porque neste Teorema hermético, só perdemos, nos desfazendo como Giz!
wiliam
31 de jul. de 2009
7 de jul. de 2009
Galos no chão, águias no céu...
Se em cada canto uns Galos vários
De tal e tamanho esforço, só, diários
Erguem imenso Sol, sempre, do chão
em ressonâncias idênticas e galantes
com tantos e sonoros Kókóricantos
até Águias, de perto, admirá-los vão!
Se em toda Crista Aguda, rugosa e Rubra
como tão quentes, alvos e áureos Raios
adormecem sob os olhos claros, mansos
de milhões, miríades de Aves Irrompantes!
Impedem com suas auroras-madrugadas
Tanto sono, preguiça: toda vil penumbra!
Pois como tecido, em penas cintilantes
cada canto é colorido, arco-íris-abóbada!
E o ouvir, pelas esporas são fecundadas
matizes tão várias como os sonhos claros
de cada mente e coração: Vozes anelantes
não desperdiçam tantos instantes raros!
Então, subam estes versos mais que os mantras!
Para se rivalizarem neste junho com todos balões!
E se aqui há Galos, como teciduras, cantos: Paixão!
Há também ovos de Águias, ninhos, urdiduras e véu
revelando criatura que não se basta só ao reles chão
e sempre anseiando vão, Sol maior, tal Águia o Céu!
Se em cada canto uns Galos váriosDe tal e tamanho esforço, só, diários Erguem imenso Sol, sempre, do chãoem ressonâncias idênticas e galantescom tantos e sonoros Kókóricantos até Águias, de perto, admirá-los vão! Se em toda Crista Aguda, rugosa e Rubracomo tão quentes, alvos e áureos Raiosa dormecem sob os olhos claros, mansos de milhões, miríades de Aves Irrompantes!Impedem com suas auroras-madrugadas Tanto sono, preguiça: toda vil penumbra! Pois como tecido, em penas cintilantes cada canto é colorido, arco-íris-abóbada! E o ouvir, pelas esporas são fecundadas matizes tão várias como os sonhos clarosde cada mente e coração: Vozes anelantesnão desperdiçam tantos instantes raros! Então, subam estes versos mais que os mantras! Para se rivalizarem neste junho com todos balões!E se aqui há Galos, como teciduras, cantos: Paixão! Há também ovos de Águias, ninhos, urdiduras e véurevelando criatura que não se basta só ao reles chãoe sempre anseiando vão, Sol maior, tal Águia o Céu!
De tal e tamanho esforço, só, diários
Erguem imenso Sol, sempre, do chão
em ressonâncias idênticas e galantes
com tantos e sonoros Kókóricantos
até Águias, de perto, admirá-los vão!
Se em toda Crista Aguda, rugosa e Rubra
como tão quentes, alvos e áureos Raios
adormecem sob os olhos claros, mansos
de milhões, miríades de Aves Irrompantes!
Impedem com suas auroras-madrugadas
Tanto sono, preguiça: toda vil penumbra!
Pois como tecido, em penas cintilantes
cada canto é colorido, arco-íris-abóbada!
E o ouvir, pelas esporas são fecundadas
matizes tão várias como os sonhos claros
de cada mente e coração: Vozes anelantes
não desperdiçam tantos instantes raros!
Então, subam estes versos mais que os mantras!
Para se rivalizarem neste junho com todos balões!
E se aqui há Galos, como teciduras, cantos: Paixão!
Há também ovos de Águias, ninhos, urdiduras e véu
revelando criatura que não se basta só ao reles chão
e sempre anseiando vão, Sol maior, tal Águia o Céu!
Se em cada canto uns Galos váriosDe tal e tamanho esforço, só, diários Erguem imenso Sol, sempre, do chãoem ressonâncias idênticas e galantescom tantos e sonoros Kókóricantos até Águias, de perto, admirá-los vão! Se em toda Crista Aguda, rugosa e Rubracomo tão quentes, alvos e áureos Raiosa dormecem sob os olhos claros, mansos de milhões, miríades de Aves Irrompantes!Impedem com suas auroras-madrugadas Tanto sono, preguiça: toda vil penumbra! Pois como tecido, em penas cintilantes cada canto é colorido, arco-íris-abóbada! E o ouvir, pelas esporas são fecundadas matizes tão várias como os sonhos clarosde cada mente e coração: Vozes anelantesnão desperdiçam tantos instantes raros! Então, subam estes versos mais que os mantras! Para se rivalizarem neste junho com todos balões!E se aqui há Galos, como teciduras, cantos: Paixão! Há também ovos de Águias, ninhos, urdiduras e véurevelando criatura que não se basta só ao reles chãoe sempre anseiando vão, Sol maior, tal Águia o Céu!
vidas em voltas...
Na pulsar do tempo, sejam quais forem
as tantas voltas, desta ou de outras vidas,
somos como uma linha de novelo finito
mesmo tendo emendas, até outras cores
Não somos tecido raro, algo inacabado
dizem uns "Sem fim e sem passado"...
Não, meus olhos ávidos! Passamos!
Ora, tão calmos como a folha desgarrada
Ora, chucros como manadas ao precipício
Mas há sim, algo que é contínuo, duradouro
como O tempo, acontecendo, tão fogoso
gerúndio, sempre por vir, alterando tudo:
mudanças é o motor que nos Transmuta!
Não apenas as grosseiras, mas até sutis
E são nosso chão todas estas matérias:
que um Shakespeare cunhou de sonhos...
E quem perguntaria: o que é isto que piso?
Sua história, dores e alegrias? Teus suspiros?
Não! Ninguém sequer ouve a vida desmanchando
tanto em si mesmos, ou de outrora, como seu redor!
E se ouvem, veem com soluços de outrens, mas logo passam...
Pois ao coração sequioso de prazeres, as dores são muros
sem pichações, que quando há, repintamos de pronto
nas nossas desilusões tão ingênuas, sempre tão vencidas
Mas, para os que intuem haver algo mais: há existência oculta?
Além daquilo que os sentidos aprisionam:Medir, cheirar, tocar?
Claro que há! Aos que apenas renunciam a este viés único.
Reciclando tudo isto como se, de mudança, nada levasse mais
E vazio de si, só se interessasse pelo que é SI LÊN CI O...
Tal um recém-nascido que dormindo, aguardasse sem pressa
A completude do conteúdo, sem depender de nenhuma forma,
Construindo um outro cenário, em outro lugar mais interior:teu!
Lá, a marcha do tempo, como passarela em espiral, íngrime
tal a subida de infinita montanha, sempre exigirá o abandono
seja de algo inútil, seja de algo impróprio à nobre caminhada
pois para escalá-la, é exigido dar a própria vida, como pedaços
únicos que rebocam a tão bela estrada, fechando todas falhas
com a derradeira e última morada, deixamos pra quem vem pós,
sublime, alva, segura, maravilhosa, dourada, pura, vereda:
Lá, já tudo é lume! A comunicação é plena: A total Unidade e só!
Publicado em 01/06/2009 às 17:42:25 por Wiliam França Barros
as tantas voltas, desta ou de outras vidas,
somos como uma linha de novelo finito
mesmo tendo emendas, até outras cores
Não somos tecido raro, algo inacabado
dizem uns "Sem fim e sem passado"...
Não, meus olhos ávidos! Passamos!
Ora, tão calmos como a folha desgarrada
Ora, chucros como manadas ao precipício
Mas há sim, algo que é contínuo, duradouro
como O tempo, acontecendo, tão fogoso
gerúndio, sempre por vir, alterando tudo:
mudanças é o motor que nos Transmuta!
Não apenas as grosseiras, mas até sutis
E são nosso chão todas estas matérias:
que um Shakespeare cunhou de sonhos...
E quem perguntaria: o que é isto que piso?
Sua história, dores e alegrias? Teus suspiros?
Não! Ninguém sequer ouve a vida desmanchando
tanto em si mesmos, ou de outrora, como seu redor!
E se ouvem, veem com soluços de outrens, mas logo passam...
Pois ao coração sequioso de prazeres, as dores são muros
sem pichações, que quando há, repintamos de pronto
nas nossas desilusões tão ingênuas, sempre tão vencidas
Mas, para os que intuem haver algo mais: há existência oculta?
Além daquilo que os sentidos aprisionam:Medir, cheirar, tocar?
Claro que há! Aos que apenas renunciam a este viés único.
Reciclando tudo isto como se, de mudança, nada levasse mais
E vazio de si, só se interessasse pelo que é SI LÊN CI O...
Tal um recém-nascido que dormindo, aguardasse sem pressa
A completude do conteúdo, sem depender de nenhuma forma,
Construindo um outro cenário, em outro lugar mais interior:teu!
Lá, a marcha do tempo, como passarela em espiral, íngrime
tal a subida de infinita montanha, sempre exigirá o abandono
seja de algo inútil, seja de algo impróprio à nobre caminhada
pois para escalá-la, é exigido dar a própria vida, como pedaços
únicos que rebocam a tão bela estrada, fechando todas falhas
com a derradeira e última morada, deixamos pra quem vem pós,
sublime, alva, segura, maravilhosa, dourada, pura, vereda:
Lá, já tudo é lume! A comunicação é plena: A total Unidade e só!
Publicado em 01/06/2009 às 17:42:25 por Wiliam França Barros
19 de jan. de 2009
9 de dez. de 2008
"Fecundando lagoa alheia..."

Nem só a terra arada, é única, pronta pra receber sementes
Há muito mais gula e sedenta secura por fertilidade nas águas!
Nos oceanos, mares, rios caudalosos, riachos, lagoas e poças...
Em TUDO pulsam, fremem as forças das junções dos 2 pólos.
Também nas maiores alturas, Everest, Kilimanjaro, Aconcágua:
Há cantos/gritos/gozos no acasalar! Só nós: beijos são constantes!
Mas onde eles são mais profundos, verdadeiros? Cidades ou roças?
Onde o olhar, o toque, as carícias são plenas? cócegas nos cólos?
Assim como mão bruta, dura, calejosa trabalha, ao relento, o solo
segue outras mãos delicadezas, úteros mil, abrigadas, fecundando!
Quem já ouviu o canto dos sapos, às lagoas estreladas? És tão tolo?
De achar que na natureza toda, a nossa cópula é o melhor canto...
Não! Vede os minúsculos insetos, borboletas, girinos: lindo miolo!
Miudezas escondidas em excelsas camas(flores, gotas):Luz é manto!
4 de dez. de 2008
"Quem é mais culpado: Consumistas ou Financistas ?"

Quem financiou o Katrina? Quem apenas não estava lá?
quando as marés, os tufões efeitos da onda real da globalização
tudo ceifando, liquidará o futuro, alterando gens e raízes...
Quem agora investe em Sta.Catarina?
Submergindo, desiludidos infelizes?
Submergindo, desiludidos infelizes?
Indefesa, barriga verde, apodrece
sob lodo, lama, despojos, tal latrinas...
Quem finacia os desastres ecológicos?Desta ou aquela latitude, seus êxodos?
Não são apenas os grandes financistas...São muitos e cada consumidor!
Não são apenas os grandes financistas...São muitos e cada consumidor!
Se esquecem que suas escolhas, quaisquer, têm repercussão!
Desde uma simples pilha, um eletrônico, até sabão...
fast food, novidades tecnos, cybercomunhão: ilógicos!
De comum a mesma insanidade, ilusão...
De comum a mesma insanidade, ilusão...
De que são os outros, os maiores, os algozes destas matizes
São tão domesticados, verdadeiros bípedes-gado!
Rápidos em se eximirem de erros, culpas, até pequeninas
como as de NÃO conseguirem, até hoje,
entenderem SÓCRATES! Que descalço, em túnica simples,
viveu seu tempo sem adesão aos frívolos hábitos da massa,
do DEMO, idólatra, vulgar pois, no que mais se detinha,
eram suas próprias lacunas internas, estas que nem o Estado,
nem os que o comandam como senhores do comércio,
valor, estima, apreço terão!
O jogo é simples: haverá mais Katrinas e Santa Catarinas!
O jogo é simples: haverá mais Katrinas e Santa Catarinas!
Porque a ininterrupta fila de partos e de casamentos
são de muito maior procriação, do que a ínfima Luz da razão!
Portanto, o maior mal não são só financistas, mas principalmente os consumistas!
3 de dez. de 2008
"Nem tudo que vejo é de plástico..."

Há muito não encontro coisas raras como Pirilampos!
Vejo mais, em muitos à minha volta, silicone, plásticos...
Quando viajo, saio da minha zona cruel de "desconforto"
Viajo, dirijo, chego rapidinho noutras latitudes, campos
Só neles, só ou bem acompanhado, nada é cáustico.
Só neles, só ou bem acompanhado, nada é cáustico.
é quando borboletas, flores e orvalhos são portos
para ancorarmos mansa, nossa nau dos árduos trampos
Assim, chupo no pé frutas originais, como poesia cara
Assim, chupo no pé frutas originais, como poesia cara
percorro longas trilhas, montanhas, riachos sonoros
rápido vão-se as horas, boas, doces, ninguém pára
mas de tudo que vi, senti e degustei são meus poros
Onde passo a ver e receber o mundo tal é lá fora
não o humano sistema e cultura, mas outra Aurora!
Como se um sol agora já só pudesse ser todo azul
e minha pele, história, biografia só revela-me nu...
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