
Chorando, com a chuva, no quarto, com nossa música
no mesmo cenário, de menos de 100 horas, suávamos
O mesmo gosto, de seu suor no meu corpo, carnaval!
Da fome e sede que não se aplaca, saudade pública!
Nossas roupas, sob a cadeira, que união observávamos
a combinação das cores, dos tecidos, comunhão de tribos
Aos poucos esfriando foram estes originais e quentes panos
Só aos meus olhos, toda esta beleza, permancece? Não quer calar?
que faço agora desta dependência química de seu insaciável sal?
Me contento, gota a gota, homeopaticamente, nestes estribos?
Ou irrompo pelas tuas trilhas, rasgo tuas roupas: instauro o insano?
Confesso, esquecerei estas lágrimas, mas não o sabor do teu mal...
Confesso, esquecerei estas lágrimas, mas não o sabor do teu mal...
Como uma vela, desejo-te consumir aos poucos, resto: sem recibos
ainda no chuveiro, vários banhos, nada deste sal findar, beijávamos
Ajoelho-me, não usas, nem reboca-me com teu cal: súplicas!
Ajoelho-me, não usas, nem reboca-me com teu cal: súplicas!
Só há uma solução: Vens logo, vens correndo, suado me inundar!

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