Confesso... confesso que nunca amei... Não sei o que é isto... Ainda anseio Amar, mesmo sabendo que é impossível, não desisto! Apesar das tentativas, das cicatrizes, dos enganos e desilusões: Insisto! Minhas mulheres me perdoem, mas... foram como pequenas pedras de travessia em rio profundo... Em que me apoiei para me lançar à outra margem, em troca tirei-lhes o limo imundo! Assim nos quitamos: as pedras sem o limbo, meus pés sem prumos... E o que encontrei na outra margem? Outras pedras, ásperas, pontudas e duras... Tão empedradas em si mesmas... Atirei-as ao Rio para serem abrigos de outros Raimundos! Assim é a vida: caminhos de pedras, limbos escorregadios, rios caudalosos e uma margem estéril que apenas serve para se volver para trás e rever os caminhos...