Partiu-se, em pequeninos, incontáveis
Partiu-se também a Sol, tanto dedilhar...
Partiu-se, as cordas, Lá e Si, indispensáveis
pedaços, minha lyra, de tanto cantar
Foi-se, desfazendo-se em 1, 2 desafinos
até não mais acordes ser pronunciáveis
Partiu-se também a Sol, tanto dedilhar...
num dia frio, redundâncias, do que sinto
pelas melodias, nas ruas, ocultas ao andar
percebendo mais que o comum: Labirintos!
Partiu-se, as cordas, Lá e Si, indispensáveis
Agora jaz, seus virtuais acordes, tal dislexia
ainda e por isto prossigo, insisto mais o canto
como quem frente paralisia, obriga-se avançar
É Vital, pois a inspiração flue, nega apoplexias
são fisiológicas, regulares, jamais represáveis
apenas tornam o humos: palavras, algo santo!
diferente de outro excremento, reles, tão vulgar
Minha lyra, partiu-se, ainda irei remendar!

Um comentário:
Pobre do Poeta que tem sua lira descordoada! O que fazer então?
Talvez afinar as cordar vocais no tom das idéias. E deixar o verbo se resfregar no mulambo da língua paralítica.
Abraço e boa sorte neste desatino!
Ivan.
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