2 de dez. de 2008

"Minha Lyra, partiu-se..."



Partiu-se, em pequeninos, incontáveis
pedaços, minha lyra, de tanto cantar
Foi-se, desfazendo-se em 1, 2 desafinos
até não mais acordes ser pronunciáveis


Partiu-se também a Sol, tanto dedilhar...
num dia frio, redundâncias, do que sinto
pelas melodias, nas ruas, ocultas ao andar
percebendo mais que o comum: Labirintos!


Partiu-se, as cordas, Lá e Si, indispensáveis
Agora jaz, seus virtuais acordes, tal dislexia
ainda e por isto prossigo, insisto mais o canto
como quem frente paralisia, obriga-se avançar


É Vital, pois a inspiração flue, nega apoplexias
são fisiológicas, regulares, jamais represáveis
apenas tornam o humos: palavras, algo santo!
diferente de outro excremento, reles, tão vulgar


Minha lyra, partiu-se, ainda irei remendar!





Um comentário:

Ivan disse...

Pobre do Poeta que tem sua lira descordoada! O que fazer então?

Talvez afinar as cordar vocais no tom das idéias. E deixar o verbo se resfregar no mulambo da língua paralítica.

Abraço e boa sorte neste desatino!

Ivan.