Se lágrimas forem, vero, estopins de pura verdade há que valorizá-las, como nas caatingas, toda água!
Se nelas, reza tradição, toda alma quer exprimir-se
há que observá-las, como um processo: tal gestação!
Pois, há em todas lágrimas, enredo, dança das vaidades
desencontros, desrespeitos, ato vil, formas esquálidas
alguém que expolia, rompe nexo, outro que nega ir-se
Pois, há ainda tanto prazer ainda à pele, frutos, profusão
Se forem mesmo elas cicatrizes, pior, após anos, suas varizes...
Pois mais pejadas serão lágrimas, feridas, de anos: comunhão?
São elas mapas, decifrados, na pele, a quem seguem, só, felizes
Pela senda, estradas, ora flores ou espinhos, seguimos então
Se um único e fiel juramento, na tristeza, alegria, suportando
gritos, ausência, incompeensões ou silêncio, e até murros
mesmo a garganta, cortada, apertada, desprezada secando
Não esconda tuas lágrimas! São verdades plenas em soluços!

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